Mais um post dedicado a uma das maiores bandas do mundo, os Bee Gees. Na verdade, é a minha favorita: amo suas canções, suas vozes, seu som. Este show é maravilhoso e seria muito egoísmo de minha parte não compartilhá-lo com o leitor do blog. Espero que apreciem.

A partir destas duas obras, recuaremos quase vinte séculos de história, para chegarmos à Herculano e a Pompeia, na Itália, cidades engolidas pelo Vesúvio e que, com certeza, atrairão a atenção de muitos: alguns - por gostarem de História, outros - pelos aspectos curiosos e instigantes decorrentes das escavações e, ainda, um grupo - pelo fato de ter sido a tragédia do Vesúvio magistralmente retratada nos romances já citados.
Espero que as imagens e vídeos aqui postados sirvam, por outro lado, para despertar a curiosidade na leitura de Bulwer-Lytton e Rochester naqueles que ainda desconhecem seus livros.
Quem leu os livros vai sentir uma certa emoção ao ver as fotos das ruínas, descobertas só mais recentemente, muito tempo após o livro Herculanum ter sido psicografado. Hoje é possível reconstituir esta tragédia passo a passo, como se estivéssemos presentes. E - até parece, que Krizhanovskaya teria tido acesso a este material, o que de fato, nunca aconteceu: ela faleceu em 1924.
Mapa acima posiciona Herculano e Pompeia, junto à baía de Nápoles
Foi a maior catástrofe da nossa era, ocorrida em 79 d.C. e que ameaça Nápoles novamente (leia aqui).
Rua surgida das escavações
Herculano se situa a 8 km a leste de Nápoles. De acordo com a sua história e, como seu próprio nome indica, é a cidade fundada por Hércules. No início grega, se sujeitou à Roma por volta do ano de 307. No período de Roma Antiga era a cidade de veraneio dos Patrícios, ou seja, dos aristocratas romanos, por suas belas paisagens. Devido a isto, suas casas são ricas e suntuosamente decoradas, com grande número de estátuas e mármore.
Antes havia a suspeita de que grande parte da população de Herculano havia fugido pelo mar, mas escavações recentes levaram à descoberta de centenas de restos humanos dentro da zona portuária e, tais descobertas, vêm acompanhadas de estudos que mostram que a cidade foi envolvida por nuvens de gases tóxicos e depois submergiu sob montes de lavra vulcânica de baixa temperatura. Assim, apenas os habitantes que partiram em direção à Nápoles, aos primeiros sinais da erupção, puderam sobreviver ( e é o que mostra o livro de Rochester, com as famílias patrícias de Caio ou Metela, por exemplo). Os que hesitaram abandonar seus lares, foram tragados pela tragédia. Presos de pânico, tentaram escapar da fúria vulcânica utilizando barcos atracados no cais, mas a violência das ondas tornou todos seus esforços inúteis.Desesperados, se refugiaram dentro de edifícios ao redor do porto, mas as emanações venenosas do Vesúvio levou a que morressem asfixiados. Seus esqueletos, mais de duzentos, em geral super bem conservados, constituem uma preciosa documentação para o estudo dos hábitos de vida, das doenças e alimentação do povo daquela época.
Nos dias subsequentes à erupção, a lama vulcânica invadiu as ruas, atingindo - às vezes, uma altura de 16 metros.Retrocede, em seguida, lentamente, se solidificando em uma espécie de rocha vulcânica composta de cinzas, que preservou as matérias orgânicas como a madeira, o couro, o papiro, as fibras vegetais ou alimentos. Este perfeito estado de conservação explica o enorme interesse que apresenta Herculano para estudos das casas romanas e seu mobiliário e permitiu, também, a descoberta de documentos e manuscritos literários.
Vejam só como os seres humanos vitimados na tragédia, foram encontrados durante as escavações: a lama vulcânica, ao secar, deu-lhes aspecto de verdadeiras estátuas:
Os restos de Herculano ficaram melhor conservados do que os de Pompeia: a causa é justamente a lama: (Pompeia, mais afastada do mar, ficou coberta por cinzas, diferente de Herculano, coberta de lama). As imagens abaixo não foram separadas: são das duas cidades. O motivo de não ter identificado cada uma é que, após as imagens, estão postados vídeos de Herculano e de Pompeia, devidamente identificados.













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