quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Direto da Croácia: A magia do piano de Maksim Mrvica — The Piano Player (2005)

Maksim Mrvica (pronuncia-se Mrvitsa) é um pianista croata. Suas músicas são maravilhosas. Nascido em Šibenik (pronúncia:chibinik, uma cidade histórica de seu país(foto a seguir).
Maksim possui muito prestígio na Croácia, tendo alcançado, também, reconhecimento internacional.
Ele serve para desmistificar o preconceito contra aquela região da Europa: a Sérvia e a Croácia possuem talentos com  grande sensibilidade e a prova está neste álbum, que contém as seguintes faixas:. 
01 The Flight Of The Bumble-Bee
02 Grieg’s Piano Concerto In A Minor
03 Exodus
04 Claudine
05 Wonderland
06 Handel’s Sarabande
07 Rachmaninoff’s Rhapsody On A Theme Of Paganini
08 Hana’s Eyes
09 Chopin’s Revolutionary Etude in C Minor
10 Cubana
11 Croatian Rhapsody
12 Dance Of The Baroness
13 Cubana Cubana



PARA BAIXAR O ÁLBUM, COPIE E COLE O LINK A SEGUIR NA
BARRA DE SEU NAVEGADOR:

http://migre.me/lHk03



Fonte: http://musicstorm.org/

Quem foi Plínio, o Jovem (Plinius)

 Representação de Plínio na Catedral  de Como (Itália) (foto abaixo)

Quando li o livro "Os Últimos Dias de Pompéia", de Edward B.Lytton, me deparei várias vezes com referências a Plínio, O Jovem, poeta eminente da época áurea de Pompeia. Em algumas versões e publicações a ele se referem como Plínio, o Moço.Ele foi testemunha da tragédia que soterrou não só Pompeia (79 d.C), mas outras cidades no entorno do vulcão Vesúvio, sob a lama da sua erupção. Plínio deixou, como legado histórico, entre várias cartas e documentos, a narrativa do drama pompeiano. Como sou curiosa, terminada a leitura do citado livro, saí em busca de algo sobre Plínio. Achei algum material na internet e no livro Quem Foi Quem na Roma Antiga, de Diana Bouwder. Achei interessante, daí estar compartilhando com o leitor(ou o futuro leitor) deste blog.
 Plínio, o Moço, foi um homem das letras, orador insígne, jurista, político e administrados imperial da época de Trajano. Estima-se que tenha vivido no período  entre os anos 61 e 112 a.C. Membro da aristocracia municipal de Como(comuna na região da Lombardia, foto abaixo), seu nome era Caio  Plínio Cecílio Segundo (Caius Plinius Caecilius Secundus)

Era filho adotivo de seu tio Plínio, o Velho.Essa ligação com o pai adotivo, de família de nível senatorial, aliada a uma excelente educação, propiciou a ele o ingresso na mesma carreira senatorial e a prática das leis.Sua primeira acusação e sua primeira pretoria(1) ocorreram no ano de 93 d.C., exatamente no início do reinado de terror de Domiciano (2). A partir do ano 100 d.C. começou a progredir, atingindo o cargo de Cônsul substituto e de áugure, sacerdote que, entre os antigos romanos, adivinhava o futuro, inferindo do voo e do canto das aves os desígnios dos deuses. Alguns anos depois é nomeado governador da Bitínia, tendo por encargo a solução das tensões, principalmente as econômicas, da região. Ele possuía excelentes relações com o imperador Trajano, que lhe deu uma província onde, provavelmente, Plínio faleceu.Sua importância histórica se deve mais ao número de informações sobre ele obtidas através de sua vasta correspondência, do que a algum feito pessoal específico.
 Sabe-se que foi um poeta fortuito e incompetente, mas um notável e bem sucedido orador. De seus escritos ainda sobrevivem:
  1. Panegírico (na realidade, um agradecimento (gratiarum actio) por seu consulado e apresentado diante de uma audiência convidada.
  2. Nove volumes de cartas a amigos, totalizando 247 cartas, com datas meio controvertidas, provavelmente entre os anos 96 e 108 d.C.;
  3. um livro de correspondência com Trajano, abordando inúmeros assuntos: fatos históricos, atividades da corte, natureza, literatura, etc. Seu estilo é fluente e elegante, segundo críticos, que também consideram que Plínio, o Moço, era de poucas leituras e tinha falta de aptidão intelectual mais apurada, o que torna alguma de suas cartas pouco agradáveis ao leitor moderno. No entanto, as duas cartas sobre seu pai adotivo ou sua carta a Valério Máximo sobre como governar a Grécia revelam um escritor de força e um homem sensível.
Plínio estava com seu tio (ou pai adotivo) no dia da tragédia do Vesúvio, mas não o acompanhou na viagem de barco até o vulcão em erupção, que se revelaria mortal:residindo a trinta quilômetros de Pompeia, seu tio foi surpreendido pela explosão do vulcão, uma vez que, até aquela data, a única coisa que havia registrado sobre o assunto foram as marcas de queimado no topo do Vesúvio. Para saciar a sua curiosidade, mandou preparar um pequeno barco, convocou uma tripulação de nove homens e pouco antes das 5 horas da tarde pôs-se a caminho de Pompeia. Ao se aproximarem da cidade, as altas temperaturas e uma densa nuvem de fumaça fizeram com que o barco se desviasse de seu destino, vindo a aportar na vizinha Stabia. Na manhã do dia 25, antes das 7 horas da manhã, uma nova nuvem atingiu Pompeia. Quem ainda tinha sobrevivido e permanecido no local, acabou sufocado pelos gases. A nuvem prosseguiu em direção a Stabia. Os moradores perceberam-na atravessando a baía e tentaram fugir, sem sucesso: os gases vulcânicos fizeram centenas de vítimas, entre elas Plínio, o Velho (representado a seguir).

 _________________________________________________________________________
 Notas da Milu
(1) magistrado que administrava a justiça, na antiga Roma. Cargo inferior a  Juiz de Direito.
(2) Tradicionalmente comparado a Calígula e a Nero.
(3) Cidade só mencionada por Plínio, o Velho.Ficava a 6 km ao sul de Pompeia. Veja no mapa a seguir.

 Seus escritos sobre esse dia, no qual Pompeia se afogou em cinzas, são o principal documento escrito que versam a respeito de como sucedeu tal erupção. Já em suas cartas, se encontram as melhores descrições da vida quotidiana e política da Roma antiga.Duas delas se celebrizaram por abordar o cristianismo de maneira independente, ou seja, não é um documento da igreja. Estas cartas estão no Livro X, sendo ao todo 122, trocadas com o imperador Trajano. Veja um pequeno trecho de uma destas cartas:
...[os cristãos] têm como hábito reunir-se em um dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a Cristo como se este fosse um deus; eles mesmos fazem um juramento, de não cometer qualquer crime, nem cometer roubo ou saque, ou adultério, nem quebrar sua palavra, e nem negar um depósito quando exigido. Após fazerem isto, despedem-se e se encontram novamente para a refeição... (Plínio, Epístola 97).
A carta a seguir, copiada do Portal Veritas, é bem interessante, também. Trata-se da epístola 10, 96:
Senhor:
É regra para mim submeter-te todos os assuntos sobre os quais tenho dúvidas, pois quem mais poderia orientar-me melhor em minhas hesitações ou me instruir na minha ignorância?

Nunca participei de inquéritos contra os cristãos. Assim, não sei a quais fatos e em que medidas devem ser aplicadas penas ou investigações judiciárias. Também me pergunto, não sem perplexidade: deve-se considerar algo com relação à idade, ou a criança deve ser tratada da mesma forma que o adulto? Deve-se perdoar o arrependido ou o cristão não lucra nada tendo voltado atrás? É punido o nome de "cristãos", mesmo sem crimes, ou são punidos os crimes que o nome deles implica?


Esta foi a regra que eu segui diante dos que me foram deferidos como cristãos: perguntei a eles mesmos se eram cristãos; aos que respondiam afirmativamente, repeti uma segunda e uma terceira vez a pergunta, ameaçando-os com o suplício. Os que persistiram mandei executá-los pois eu não duvidava que, seja qual for a culpa, a teimosia e a obstinação inflexível deveriam ser punidas. Outros, cidadãos romanos portadores da mesma loucura, pus no rol dos que devem ser enviados a Roma.


Bem cedo, como acontece em casos semelhantes, com o avançar do inquérito se estendia também o crime, apresentando-se diversos casos de tipo diferente:


Recebi uma denúncia anônima, contendo grande número de nomes. Os que negavam ser cristãos ou tê-lo sido, se invocassem os deuses segundo a fórmula que havia estabelecido, se fizessem sacrifícios com incenso e vinho para a tua imagem (que eu havia mandado trazer junto com as estátuas dos deuses) e, se além disso, amaldiçoavam a Cristo - coisas estas que são impossíveis de se obter dos verdadeiros cristãos - achei melhor libertá-los.


Outros, cujos nomes haviam sido fornecidos por um denunciante, disseram ser cristãos e depois o negaram: haviam sido e depois deixaram de ser, alguns há três anos, outros há mais tempo, alguns até há vinte anos. Todos estes adoraram a tua imagem e as estátuas dos deuses e amaldiçoaram a Cristo, porém, afirmaram que a culpa deles, ou o erro, não passava do costume de se reunirem num dia fixo, antes do nascer do sol, para cantar um hino a Cristo como a um deus; de obrigarem-se, por juramento, a não cometer crimes, roubos, latrocínios e adultérios, a não faltar com a palavra dada e não negar um depósito exigido na justiça. Findos estes ritos, tinham o costume de se separarem e de se reunirem novamente para uma refeição comum e inocente, sendo que tinham renunciado à esta prática após a publicação de um edito teu onde, segundo as tuas ordens, se proibiam as associações secretas.


Então achei necessário arrancar a verdade, por meio da tortura, de duas escravas que eram chamadas ministrae, mas nada descobri além de uma superstição irracional e sem medida. Por isso, suspendi o inquérito para recorrer ao teu conselho.


O assunto parece-me merecer a tua opinião, principalmente por causa do grande número de acusados. Há uma multidão de todas as idades, de todas as condições e dos dois sexos, que estão ou estarão em perigo, não apenas nas cidades mas também nas aldeias e campos onde se espalha o contágio dessa superstição; contudo, creio ser possível contê-la e exterminá-la.


Com certeza, sei que os templos desertos até há pouco, começam a ser novamente frequentados; que as solenidades sagradas até há pouco interrompidas, são retomadas; e que, por toda a parte, voltam a vender-se a carne das vítimas, até há pouco sem compradores. Disto pode-se concluir que uma multidão de pessoas poderia ser curada se fosse aceito o arrependimento delas."
 Quanto ao relato da catástrofe pompeiana, você podera ler AQUI.

Fontes: 
-Livro "Quem foi Quem na Roma Antiga
Diana Bowder (Círculo do Livro)
-http://portalveritas.blogspot.com/


- ttp://www.starnews2001.com.br
-www.wikipedia.com.br