sábado, 26 de janeiro de 2013

Livro Digital Grátis: Não Deixe Esta Idéia Morrer!



 É uma pena que um projeto tão útil, com tantos títulos bons e grátis seja desativado por falta de acessos. Vamos tentar reverter esta situação divulgando e incentivando o uso do site Domínio Público, uma fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.



 Veja a lista de livros grátis disponíveis: basta clicar nos links a seguir. 

1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13.. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro -Machado de Assis
15.. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17. Tudo  Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20. Macbeth -William Shakespeare
22. A Tempestade -William Shakespeare
23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
32. A Mão e a Luva -Machado de Assis 3
33. Arte Poética -Aristóteles
34. Conto de Inverno -William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose -Franz Kafka
39. A Cartomante -Machado de Assis
40. Rei Lear -William Shakespeare
41. A Causa Secreta -Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44. Júlio César -William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46.. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
49. A Ela -Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51. Dom Casmurro -Machado de Assis
52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54. Adão e Eva -Machado de Assis
55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca -Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema -José de Alencar
61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
62. Ricardo III -William Shakespeare
63. O Alienista -Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66. A Carteira -Machado de Assis
67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68. Senhora -José de Alencar
69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema -José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani -José de Alencar
79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82. A Pianista -Machado de Assis
83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85. A Herança -Machado de Assis
86. A chave -Machado de Assis
87.. Eu -Augusto dos Anjos
88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91. Quincas Borba -Machado de Assis
92. A Segunda Vida -Machado de Assis
93. Os Sertões -Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95. O Alienista -Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida -William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
100. A Vida Eterna -Machado de Assis
101. A Causa Secreta -Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103. Divina Comedia -Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano -William Shakespeare
106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
107. Senhora -José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111. A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas -Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
117. Édipo-Rei -Sófocles
118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120. O Coriço -Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico -William Shakespeare
122. Adão e Eva -Machado de Assis
123. Os Sertões -Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
126. Camões -Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases -Machado de Assis
128. A melhor das noivas -Machado de Assis
129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132. Helena -Machado de Assis
133. Contos -José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República -Machado de Assis
135. Iliada -Homero
136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138.. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para 
além do outo oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142. A Carne -Júlio Ribeiro
143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146. A Semana -Machado de Assis
147. A viúva Sobral -Machado de Assis
149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
150. Catálogo de Publicações da
Biblioteca Nacional
-Fundação Biblioteca Nacional
151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153. Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159. Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160. Almas Agradecidas -Machado de Assis
161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162. Contos Fluminenses -Machado de Assis
163. Odisséia -Homero
164. Quincas Borba -Machado de Assis
165. A Mulher de Preto -Machado de Assis
166. Balas de Estalo -Machado de Assis
167. A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169. A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170. Capítulos de História Colonia (151800) -João Capistrano de Abreu
171. CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172. Cinco Minutos -José de Alencar
173. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174. Lucíola -José de Alencar
175.. A Parasita Azul -Machado de Assis
176. A Viuvinha -José de Alencar
177. Utopia -Thomas Morus
178. Missa do Galo -Machado de Assis
179. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
181. Hamlet -William Shakespeare
182. A Ama-Seca -Artur Azevedo
183. O Espelho -Machado de Assis
184. Helena -Machado de Assis

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Camus e Sartre:O Polêmico Fim de Uma Amizade no Pós Guerra (Ronald Aronson)


Número de páginas: 400
Preço: R$ 54,90 
Ao acabar de ler "Quem Pagou a Conta? A Cia na Guerra Fria da Cultura", já postado neste blog, me senti atraída a ler mais sobre os intelectuais nele, de alguma forma, citados. Pesquisando sites de busca me deparei com um livro da Editora Nova Fronteira, intitulado "Camus e Sartre. O polêmico fim de uma amizade no pós guerra". Tudo a ver. No livro acima citado a autora, Frances Saunders, fala nestes dois geniais franceses, contando como Camus, na guerra fria, se posicionou do lado dos EUA, participando do "Congresso Pela Liberdade Cultural", patrocinado pela CIA, enquanto Sartre se recusou a qualquer aproximação do Congresso. Imediatamente comprei o livro, de autoria de Ronald Aronson,professor da Wayne State University, de Detroit, especialista em Sartre.

A obra trata da amizade dos dois escritores, seus pontos em comum, suas diferenças e, sobretudo, do fim desta amizade causada pelos posicionamentos de ambos no tocante a guerra fria.
 Com um estilo literário agradável, que faz lembrar um pouco  "intrigas palacianas", o autor nos leva a um passeio pela história do relacionamento dos dois dos maiores escritores franceses, assim como pela história da época em que viveram, uma vez que a ruptura entre ambos está contextualizada no ambiente político e intelectual do início da guerra fria que, nas palavras de Aronson,
"exigia da intelectualidade uma escolha rápida do lado em que ficar, mais do que uma reflexão sobre sua complexidade.

Das orelhas do livro deixo o seguinte texto, que dá uma visão geral da obra:
Camus e Sartre se conheceram em 1943, durante a ocupação alemã na França e logo tornaram-se amigos. Intelectuais e aliados políticos, rapidamente alcançaram fama depois da liberação de Paris. Como dramaturgos, romancistas, filósofos, jornalistas e editores, pareciam estar em todos os principais meios formadores de opinião na França do pós guerra. Todavia, a tensão entre Leste e Oeste traria fim à relação dos amigos, enquanto estes tomavam direções opostas, discordando sobre a filosofia, a responsabilidade dos intelectuais e as mudanças políticas necessárias ou simplesmente aquelas possíveis.
Como os dois expunham publicamente suas opiniões, suas divergências tomaram grandes proporções, atingindo um amplo domínio".

O rompimento aconteceu em 1952. Nunca mais se falaram, mas continuaram a se atacar mutuamente.
Camus morreu em 1960. Sartre sobreviveu a ele por 20 anos, permanecendo crítico em relação a seu antigo amigo.
De acordo com Simone de Beauvoir, amante de Sartre, a amizade dos dois dificilmente poderia ser mantida, já que Camus era idealista, moralista, anticomunista, tudo ao contrário de Sartre, que repudiava o idealismo, era  próximo ao marxismo, desejava uma aliança com os comunistas; Sartre acreditava nas verdades do socialismo, enquanto Camus começou, cada vez mais, a se render aos valores burgueses. Numa época em que era impossível manter a neutralidade, Sartre se reaproximou da URSS e Camus a detestava; não gostava também dos EUA, mas alinhou-se a ele.

Estas foram as razões políticas do rompimento. Haviam, ainda, razões pessoais. Seus temperamentos eram diferentes. Há tempos Sartre o achava insuportável e Camus não suportava ser visto como um "seguidor de Sartre". Fazia sempre questão de afirmar que não era um existencialista, corrente a qual Sartre pertencia. Apesar de todas as diferenças, Sartre, anos depois, reconheceu que "Camus foi o último bom amigo que tive". Ronald Aronson mostra que, no fim das contas, os dois sempre se mantiveram fortemente ligados. Uma ligação intelectual, de alma. Mostra, ainda, que os dois vive­ram um idí­lio, ainda que sepa­ra­dos for­mal­mente. Nem sob o fogo cruzado ide­o­ló­gico dei­xa­ram de fazer refe­rên­cia um ao outro.

As fontes utilizadas por Aronson foram, entre outras muitas, as cartas trocadas entre Sartre e Camus e as memórias de Simone de Beauvoir.Muito mais do que a biografia de uma briga, você, lendo este livro, estará compreendendo, um pouco mais, os pensamentos, filosofias e ideologias que nortearam o século XX.

Recomendo a leitura do livro, se possível, após a leitura do já citado Quem Pagou a Conta: a compreensão torna-se maior. Esta biografia é como que uma complementação do outro, mesmo que sem querer, já que trata de dois dos bastante citados no livro sobre a guerra fria cultural.





Jean-Paul Charles Aymard Sartre(Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.


Albert Camus (07/1913 - 04/01/1960) foi um francês Pied-noir(1) autor, jornalista e filósofo. Seus pontos de vista foram amplamente divulgados como filosofia do absurdo, apesar de ser, muitas vezes, citado como existencialista, apesar de sua rejeição a tal rótulo. Em uma entrevista em 1945, Camus rejeitou quaisquer associações ideológicas: "Não, eu não sou um existencialista . Sartre e eu estamos sempre surpreso ao ver nossos nomes ligados".
Finalizando o post, deixo um vídeo muito a propósito: trata-se de uma entrevista de Sartre, completa, que torna possível uma melhor compreensão, pelas palavras do  próprio pensador, de alguns de seus principais conceitos teóricos filosóficos existenciais.Em espanhol.


Fica, ainda, o documentário Camus X Sartre, também em francês, com legendas em inglês.



 
Espero que o conteúdo do post, ilustrado pelos vídeos, sirva de incentivo para a leitura desta obra que, nos dizeres do Publishers Weekly, constantes da contracapa do livro, trata-se de
uma base biográfica útil para a leitura das obras maiores desses dois autores e uma interessantíssima história do turbulento mundo intelectual da França no pós guerra.
 Numero de Páginas:
Preço do Livro:R$ 54,90
Em 3 vezes sem frete 




Fontes de Pesquisa:

Livro Camus e Sartre, de Aronson
www.youtube.com
Livro Quem Pagou a Conta
www.wikipedia.com.br 

_____________________________________________________
Nota da Milu
(1) termo francês (em português, literalmente, "pé negro") que se refere à população francesa das antigas colônias, dependências e departamentos franceses no norte da África, que foi repatriada a partir de 1962, notadamente após a guerra de independência da Argélia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Praticando o francês: áudio livro de Guy de Maupassant

 



 Uma das melhores formas de praticar um idioma, é escutar muita música, assistir filmes, ouvir áudio livros e ler, ler muito. Com este propósito, esperando ser útil a quem se inicia no estudo da língua francesa, disponibilizo um livro de Guy de Maupassant, em mp3 e PDF. Assim, você lê o livro, em edição facilitada justamente para atender o iniciante e ,em seguida, o escuta. 
Não se preocupe se desconhecer uma palavra ou outra: leia tudo, até o final; faça uma segunda leitura, marcando as palavras que te são desconhecidas e, uma vez terminada a leitura, busque tais palavras no dicionário. Leia uma terceira vez. 
Daí, você estará pronta(o) para ouvir o áudio.
 
Bom proveito!

 
Uma publicação de CL_E International

Adequado para quem está no nível 1 do estudo da língua francesa, com o domínio de, aproximadamente, 00 a 500 palavras.

Redirecionando para - Audiocite.net






    La parure Guy de Maupassant C'était une de ces jolies et charmantes îles, nées, comme par une erreur du destin, dans une famille d'employés. Elle n'avait pas de dot, pas d'espérances, aucun moyen d'être connue, comprise, aimée, épousée par un homme riche et distingué ; et elle se laissa marier avec un petit commis du ministère de l'Instruction publique. Elle fut simple, ne pouvant être parée, mais malheureuse comme une déclassée ; car les femmes n'ont point de caste ni de race, leur beauté, leur grâce et leur charme leur servant de naissance et de famille. Leur finesse native, leur instinct d'élégance, leur souplesse d'esprit sont leur seule hiérarchie, et font des filles du peuple les égales des plus grandes dames. Elle souffrait sans cesse, se sentant née pour toutes les délicatesses et tous les luxes. Elie souffrait de la pauvreté de son logement, de la misère des murs, de l'usure des sièges, de la laideur des étoffes. Toutes ces choses, dont une autre femme de sa caste ne se serait même pas aperçue, la torturaient et l'indignaient. La vue de la petite Bretonne qui faisait son humble ménage éveillait en elle des regrets désolés et des rêves éperdus. Elle songeait aux antichambres muettes, capitonnées avec des tentures orientales, éclairées par de hautes torchères de bronze, et aux deux grands valets en culotte courte qui dorment dans les larges fauteuils, assoupis par la chaleur lourde du calorifère. Elle songeait aux grands salons vêtus de soie ancienne, aux meubles fins portant des bibelots inestimables, et aux petits salons coquets, parfumés, faits pour la causerie de cinq heures avec les amis les plus intimes, les hommes connus et recherchés dont toutes les femmes envient et désirent l'attention. Quand elle s'asseyait, pour dîner, devant la table ronde couverte d'une nappe de trois jours, en face de son mari qui découvrait la soupière en déclarant d'un air enchanté : « Ah ! le bon pot-au-feu ! je ne sais rien de meilleur que cela... » elle songeait aux dîners fins, aux argenteries reluisantes, aux tapisseries peuplant les murailles de personnages anciens et d'oiseaux étranges au milieu d'une forêt de féerie ; elle songeait aux plats exquis servis en des vaisselles merveilleuses, aux galanteries chuchotées et écoutées avec un sourire de sphinx, tout en mangeant la chair rose d'une truite ou des ailes de gélinotte. Elle n'avait pas de toilettes, pas de bijoux, rien. Et elle n'aimait que cela ; elle se sentait faite pour cela. Elle eût tant désiré plaire, être enviée, être séduisante et recherchée. Elle avait une amie riche, une camarade de couvent qu'elle ne voulait plus aller voir tant elle souffrait en revenant. Et elle pleurait pendant des jours entiers, de chagrin, de regret, de désespoir et de détresse. Or un soin son mari rentra, l'air glorieux et tenant à la main une large enveloppe. « Tiens, dit-il, voici quelque chose pour toi. » Elle déchira vivement le papier et en tira une carte imprimée qui portait ces mots : « Le ministre de l'Instruction publique et Mme Georges Ramponneau prient M. et Mme Loisel de leur faire l'honneur de venir passer la soirée à l'hôtel du ministère, le lundi 18 janvier » Au lieu d'être ravie, comme l'espérait son mari, elle jeta avec dépit l'invitation sur la table, murmurant : « Que veux-tu que je fasse de cela ? — Mais, ma chérie, je pensais que tu serais contente. Tu ne sors jamais, etc'est une occasion, cela, une belle ! J'ai eu une peine infinie à l'obtenir Tout le monde en veut ; c'est très recherché et on n'en donne pas beaucoup aux employés. Tu verras là tout le monde officiel. » Elle le regardait d'un oeil irrité, et elle déclara avec impatience : « Que veux-tu que je me mette sur le dos pour aller là ? » Il n'y avait pas songé ; il balbutia : « Mais la robe avec laquelle tu vas au théâtre. Elle me semble très bien, à moi... » Il se tut, stupéfait, éperdu, en voyant que sa femme pleurait. Deux grosses larmes descendaient lentement des coins des yeux vers les coins de la bouche ; il bégaya : « Qu'as-tu ? qu'as-tu ? » Mais, par un effort violent, elle avait dompté sa peine et elle répondit d'une voix calme en essuyant ses joues humides : « Rien. Seulement je n'ai pas de toilette et par conséquent je ne peux aller à cette fête. Donne ta carte à quelque collègue dont la femme sera mieux nippée que moi. » Il était désolé. Il reprit : «voyons, Mathilde. Combien cela coûterait-il une toilette convenable, qui pourrait te servir encore en d'autres occasions, quelque chose de très simple ? » Elle réfléchit quelques secondes, établissant ses comptes et songeant aussi à la somme qu'elle pouvait demander sans s'attirer un refus immédiat et une exclamation effarée du commis économe. Enfin, elle répondit en hésitant : « Je ne sais pas au juste, mais il me semble qu'avec quatre cents francs je pourrais arriver » Il avait un peu pâli, car il réservait juste cette somme pour acheter un fusil et s'offrir des parties de chasse, l'été suivant, dans la plaine de Nanterre, avec quelques amis qui allaient tirer des alouettes, par là, le dimanche. Il dit cependant : « Soit. Je te donne quatre cents francs. Mais tâche d'avoir une belle robe. » Le jour de la fête approchait, et Mme Loisel semblait triste, inquiète, anxieuse. Sa toilette était prête cependant. Son mari lui dit un soir : « Qu'as-tu ? voyons, tu es toute drôle depuis trois jours. » Et elle répondit : « Cela m'ennuie de n'avoir pas un bijou, pas une pierre, rien à mettre sur moi. J'aurai l'air misère comme tout. J'aimerais presque mieux ne pas aller à cette soirée. » Il reprit : « Tu mettras des fleurs naturelles. C'est très chic en cette saison-ci. Pour dix francs tu auras deux ou trois roses magnifiques. » Elle n'était point convaincue. « Non... il n'y a rien de plus humiliant que d'avoir l'air pauvre au milieu de femmes riches. » Mais son mari s'écria : « Que tu es bête! va trouver ton amie Mme Forestier et demande-lui de te prêter des bijoux. Tu es bien assez liée avec elle pour faire cela. » Elle poussa un cri de joie. « C'est vrai. Je n'y avais point pensé. » Le lendemain, elle se rendit chez son amie et lui conta sa détresse. Mme Forestier alla vers son armoire à glace, prit un large coffret, l'apporta, l'ouvrit, et dit à Mme Loisel : « Choisis, ma chère. » Elle vit d'abord des bracelets, puis un collier de perles, puis une croix vénitienne, or et pierreries, d'un admirable travail. Elle essayait les parures devant la glace, hésitait, ne pouvait se décider à les quitter à les rendre. Elle demandait toujours : « Tu n'as plus rien d'autre ? — Mais si. Cherche. Je ne sais pas ce qui peut te plaire. » Tout à coup elledécouvrit, dans une boîte de satin noir, une superbe rivière de diamants ; et son coeur se mit à battre d'un désir immodéré. Ses mains tremblaient en la prenant. Elle l'attacha autour de sa gorge, sur sa robe montante, et demeura en extase devant elle-même. Puis, elle demanda, hésitante, pleine d'angoisse : « Peux-tu me prêter cela, rien que cela ? — Mais oui, certainement. » Elle sauta au cou de son amie, l'embrassa avecemportement, puis s'enfuit avec son trésor. Le jour de la fête arriva. Mme Loisel eut un succès. Elle était plus jolie que toutes, élégante, gracieuse, souriante et folle de joie. Tous les hommes la regardaient, demandaient son nom, cherchaient à être présentés. Tous les attachés du cabinet voulaient valser avec elle. Le ministre la remarqua. Elle dansait avec ivresse, avec emportement, grisée par le plaisir ne pensant plus à rien, dans le triomphe de sa beauté, dans la gloire de son succès, dans une sorte de nuage de bonheur fait de tous ces hommages, de toutes ces admirations, de tous ces désirs éveillés, de cette victoire si complète et si douce au coeur des femmes. Elle partit vers quatre heures du matin. Son mari, depuis minuit, dormait dans un petit salon désert avec trois autres messieurs dont les femmes s'amusaient beaucoup. Il lui jeta sur les épaules les vêtements qu'il avait apportés pour la sortie, modestes vêtements de la vie ordinaire, dont la pauvreté jurait avec l'élégance de la toilette de bal. Elle le sentit et voulut s'enfuir pour ne pas être remarquée par les autres femmes qui s'enveloppaient de riches fourrures. Loisel la retenait : « Attends donc. Tu vas attraper froid dehors. Je vais appeler un fiacre.» Mais elle ne l'écoutait point et descendait rapidement l'escalier Lorsqu'ils furent dans la rue, ils ne trouvèrent pas de voiture ; et ils se mirent à chercher criant après les cochers qu'ils voyaient passer de loin. Ils descendaient vers la Seine, désespérés, grelottants. Enfin ils trouvèrent sur le quai un de ces vieux coupés noctambules qu'on ne voit dans Paris que la nuit venue, comme s'ils eussent été honteux de leur misère pendant le jour Il les ramena jusqu'à leur porte, rue des Martyrs, et ils remontèrent tristement chez eux. C'était fini, pour elle. Et il songeait, lui, qu'il lui faudrait être au ministère à dix heures. Elle ôta les vêtements dont elle s'était enveloppé les épaules, devant la glace, afin de se voir encore une fois dans sa gloire. Mais soudain elle poussa un cri. Elle n'avait plus sa rivière autour du cou ! Son mari, à moitié dévêtu déjà, demanda : « Qu'est-ce que tu as ? » Elle se tourna vers lui, affolée : « J'ai... j'ai... je n'ai plus la rivière de Mme Forestier » Il se dressa, éperdu : « Quoi !... comment !... Ce n'est pas possible ! » Et ils cherchèrent dans les plis de la robe, dans les plis du manteau, dans les poches, partout. Ils ne la trouvèrent point. Il demandait : « Tu es sûre que tu l'avais encore en quittant le bal ? — Oui, je l'ai touchée dans le vestibule du ministère. — Mais, si tu l'avais perdue dans la rue, nous l'aurions entendue tomber Elledoit être dans le fiacre. — Oui. C'est probable. As-tu pris le numéro ? — Non. Et toi, tu ne l'as pas regardé ? — Non. » Ils se contemplaient atterrés. Enfin Loisel se rhabilla.« Je vais, dit-il, refaire tout le trajet que nous avons fait à pied, pour voir si je ne la retrouverai pas. » Et il sortit. Elle demeura en toilette de soirée, sans force pour se coucher abattue sur une chaise, sans feu, sans pensée. Son mari rentra vers sept heures. Il n'avait rien trouvé. Il se rendit à la préfecture de Police, aux journaux, pour faire promettre une récompense, aux compagnies de petites voitures, partout enfin où un soupçon d'espoir le poussait. Elle attendit tout le jour dans le même état d'effarement devant cet affreux désastre. Loisel revint le soir avec la figure creusée, pâlie ; il n'avait rien découvert. « Il faut, dit-il, écrire à ton amie que tu as brisé la fermeture de sa rivière et que tu la fais réparer. Cela nous donnera le temps de nous retourner » Elle écrivit sous sa dictée. Au bout d'une semaine, ils avaient perdu toute espérance. Et Loisel, vieilli de cinq ans, déclara : « Il faut aviser à remplacer ce bijou. » Ils prirent, le lendemain, la boîte qui l'avait renfermé, et se rendirent chez le joaillier dont le nom se trouvait dedans. Il consulta ses livres. « Ce n'est pas moi, madame, qui ai vendu cette rivière ; j'ai dû seulement fournir l'écrin. » Alors ils allèrent de bijoutier en bijoutier cherchant une parure pareille à l'autre, consultant leurs souvenirs, malades tous deux de chagrin et d'angoisse. Ils trouvèrent, dans une boutique du Palais-Royal, un chapelet de diamants qui leur parut entièrement semblable à celui qu'ils cherchaient. Il valait quarante mille francs. On le leur laisserait à trente-six mille. Ils prièrent donc le joaillier de ne pas le vendre avant trois jours. Et ils firent condition qu'on le reprendrait pour trente-quatre mille francs, si le premier était retrouvé avant la fin de février Loisel possédait dix-huit mille francs que lui avait laissés son père. Il emprunterait le reste. Il emprunta, demandant mille francs à l'un, cinq cents à l'autre, cinq louis par-ci, trois louis par-là. Il fit des billets, prit des engagements ruineux, eut affaire aux usuriers, à toutes les races de prêteurs. Il compromit toute la fin de son existence, risqua sa signature sans savoir même s'il pourrait y faire honneur, et, épouvanté par les angoisses de l'avenir, par la noire misère qui allait s'abattre sur lui, par la perspective de toutes les privations physiques et de toutes les tortures morales, il alla chercher la rivière nouvelle, en déposant sur le comptoir du marchand trente-six mille francs. Quand Mme Loisel reporta la parure à Mme Forestier celle-ci lui dit, d'un air froissé : « Tu aurais dû me la rendre plus tôt, car je pouvais en avoir besoin. » Elle n'ouvrit pas l'écrin, ce que redoutait son amie. Si elle s'était aperçue de la substitution, qu'aurait-elle pensé ? qu'aurait-elle dit ? Ne l'aurait-elle pas prise pour une voleuse ? Mme Loisel connut la vie horrible des nécessiteux. Elle prit son parti, d'ailleurs, tout d'un coup, héroïquement. Il fallait payer cette dette effroyable. Elle payerait. On renvoya la bonne ; on changea de logement ; on loua sous les toits une mansarde. Elle connut les gros travaux du ménage, les odieuses besognes de la cuisine. Elle lava la vaisselle, usant ses ongles roses sur les poteries grasses et le fond des casseroles. Elle savonna le linge sale, les chemises et les torchons, qu'elle faisait sécher sur une corde; elle descendit à la rue, chaque matin, les ordures, et monta l'eau, s'arrêtant à chaque étage pour souffler. Et, vêtue comme une femme du peuple, elle alla chez le fruitier chez l'épicier chez le boucher, le panier au bras, marchandant, injuriée, défendant sou à sou son misérable argent. Il fallait chaque mois payer des billets, en renouveler d'autres, obtenir du temps. Le mari travaillait, le soin à mettre au net les comptes d'un commerçant, et la nuit, souvent, il faisait de la copie à cinq sous la page. Et cette vie dura dix ans. Au bout de dix ans, ils avaient tout restitué, tout, avec le taux de l'usure, et l'accumulation des intérêts superposés. Mme Loisel semblait vieille, maintenant. Elle était devenue la femme forte, et dure, et rude, des ménages pauvres. Mal peignée, avec les jupes de travers et les mains rouges, elle parlait haut, lavait à grande eau les planchers. Mais parfois, lorsque son mari était au bureau, elle s'asseyait auprès de la fenêtre, et elle songeait à cette soirée d'autrefois, à ce bal, où elle avait été si belle et si fêtée. Que serait-il arrivé si elle n'avait point perdu cette parure ? Qui sait ? qui sait ? Comme la vie est singulière, changeante ! Comme il faut peu de chose pour vous perdre ou vous sauver ! Or, un dimanche, comme elle était allée faire un tour aux Champs-Elysées pour se délasser des besognes de la semaine, elle aperçut tout à coup une femme qui promenait un enfant. C'était Mme Forestier toujours jeune, toujours belle, toujours séduisante. Mme Loisel se sentit émue. Allait-elle lui parler ? Oui, certes. Et maintenant qu'elle avait payé, elle lui dirait tout. Pourquoi pas ? Elle s'approcha. « Bonjour Jeanne. » L'autre ne la reconnaissait point, s'étonnant d'être appelée ainsi familièrement par cette bourgeoise. Elle balbutia : « Mais... madame !... Je ne sais... vous devez vous tromper — Non. Je suis Mathilde Loisel. » Son amie poussa un cri :« Oh !... ma pauvre Mathilde, comme tu es changée !... — Oui, j'ai eu des jours bien durs, depuis que je ne t'ai vue ; et bien desmisères... et cela à cause de toi !... — De moi... Comment ça ? — Tu te rappelles bien cette rivière de diamants que tu m'as prêtée pour allerà la fête du ministère. — Oui. Eh bien ? — Eh bien, je l'ai perdue. — Comment ! puisque tu me l'as rapportée. — Je t'en ai rapporté une autre toute pareille. Et voilà dix ans que nous lapayons. Tu comprends que ça n'a pas été aisé pour nous, qui n'avions rien... Enfin, c'est fini, et je suis rudement contente. » Mme Forestier s'était arrêtée. « Tu dis que tu as acheté une rivière de diamants pour remplacer la mienne ? — Oui. Tu ne t'en étais pas aperçue, hein ? Elles étaient bien pareilles. » Etelle souriait d'une joie orgueilleuse et naïve. Mme Forestier fort émue, lui prit les deux mains. « Oh ! ma pauvre Mathilde ! Mais la mienne était fausse. Elle valait au plus cinq cents francs !... » La parure Guy de Maupassant C'était une de ces jolies et charmantes îles, nées, comme par une erreur du destin, dans une famille d'employés. Elle n'avait pas de dot, pas d'espérances, aucun moyen d'être connue, comprise, aimée, épousée par un homme riche et distingué ; et elle se laissa marier avec un petit commis du ministère de l'Instruction publique. Elle fut simple, ne pouvant être parée, mais malheureuse comme une déclassée ; car les femmes n'ont point de caste ni de race, leur beauté, leur grâce et leur charme leur servant de naissance et de famille. Leur finesse native, leur instinct d'élégance, leur souplesse d'esprit sont leur seule hiérarchie, et font des filles du peuple les égales des plus grandes dames. Elle souffrait sans cesse, se sentant née pour toutes les délicatesses et tous les luxes. Elie souffrait de la pauvreté de son logement, de la misère des murs, de l'usure des sièges, de la laideur des étoffes. Toutes ces choses, dont une autre femme de sa caste ne se serait même pas aperçue, la torturaient et l'indignaient. La vue de la petite Bretonne qui faisait son humble ménage éveillait en elle des regrets désolés et des rêves éperdus. Elle songeait aux antichambres muettes, capitonnées avec des tentures orientales, éclairées par de hautes torchères de bronze, et aux deux grands valets en culotte courte qui dorment dans les larges fauteuils, assoupis par la chaleur lourde du calorifère. Elle songeait aux grands salons vêtus de soie ancienne, aux meubles fins portant des bibelots inestimables, et aux petits salons coquets, parfumés, faits pour la causerie de cinq heures avec les amis les plus intimes, les hommes connus et recherchés dont toutes les femmes envient et désirent l'attention. Quand elle s'asseyait, pour dîner, devant la table ronde couverte d'une nappe de trois jours, en face de son mari qui découvrait la soupière en déclarant d'un air enchanté : « Ah ! le bon pot-au-feu ! je ne sais rien de meilleur que cela... » elle songeait aux dîners fins, aux argenteries reluisantes, aux tapisseries peuplant les murailles de personnages anciens et d'oiseaux étranges au milieu d'une forêt de féerie ; elle songeait aux plats exquis servis en des vaisselles merveilleuses, aux galanteries chuchotées et écoutées avec un sourire de sphinx, tout en mangeant la chair rose d'une truite ou des ailes de gélinotte. Elle n'avait pas de toilettes, pas de bijoux, rien. Et elle n'aimait que cela ; elle se sentait faite pour cela. Elle eût tant désiré plaire, être enviée, être séduisante et recherchée. Elle avait une amie riche, une camarade de couvent qu'elle ne voulait plus aller voir tant elle souffrait en revenant. Et elle pleurait pendant des jours entiers, de chagrin, de regret, de désespoir et de détresse. Or un soin son mari rentra, l'air glorieux et tenant à la main une large enveloppe. « Tiens, dit-il, voici quelque chose pour toi. » Elle déchira vivement le papier et en tira une carte imprimée qui portait ces mots : « Le ministre de l'Instruction publique et Mme Georges Ramponneau prient M. et Mme Loisel de leur faire l'honneur de venir passer la soirée à l'hôtel du ministère, le lundi 18 janvier » Au lieu d'être ravie, comme l'espérait son mari, elle jeta avec dépit l'invitation sur la table, murmurant : « Que veux-tu que je fasse de cela ? — Mais, ma chérie, je pensais que tu serais contente. Tu ne sors jamais, etc'est une occasion, cela, une belle ! J'ai eu une peine infinie à l'obtenir Tout le monde en veut ; c'est très recherché et on n'en donne pas beaucoup aux employés. Tu verras là tout le monde officiel. » Elle le regardait d'un oeil irrité, et elle déclara avec impatience : « Que veux-tu que je me mette sur le dos pour aller là ? » Il n'y avait pas songé ; il balbutia : « Mais la robe avec laquelle tu vas au théâtre. Elle me semble très bien, à moi... » Il se tut, stupéfait, éperdu, en voyant que sa femme pleurait. Deux grosses larmes descendaient lentement des coins des yeux vers les coins de la bouche ; il bégaya : « Qu'as-tu ? qu'as-tu ? » Mais, par un effort violent, elle avait dompté sa peine et elle répondit d'une voix calme en essuyant ses joues humides : « Rien. Seulement je n'ai pas de toilette et par conséquent je ne peux aller à cette fête. Donne ta carte à quelque collègue dont la femme sera mieux nippée que moi. » Il était désolé. Il reprit : «voyons, Mathilde. Combien cela coûterait-il une toilette convenable, qui pourrait te servir encore en d'autres occasions, quelque chose de très simple ? » Elle réfléchit quelques secondes, établissant ses comptes et songeant aussi à la somme qu'elle pouvait demander sans s'attirer un refus immédiat et une exclamation effarée du commis économe. Enfin, elle répondit en hésitant : « Je ne sais pas au juste, mais il me semble qu'avec quatre cents francs je pourrais arriver » Il avait un peu pâli, car il réservait juste cette somme pour acheter un fusil et s'offrir des parties de chasse, l'été suivant, dans la plaine de Nanterre, avec quelques amis qui allaient tirer des alouettes, par là, le dimanche. Il dit cependant : « Soit. Je te donne quatre cents francs. Mais tâche d'avoir une belle robe. » Le jour de la fête approchait, et Mme Loisel semblait triste, inquiète, anxieuse. Sa toilette était prête cependant. Son mari lui dit un soir : « Qu'as-tu ? voyons, tu es toute drôle depuis trois jours. » Et elle répondit : « Cela m'ennuie de n'avoir pas un bijou, pas une pierre, rien à mettre sur moi. J'aurai l'air misère comme tout. J'aimerais presque mieux ne pas aller à cette soirée. » Il reprit : « Tu mettras des fleurs naturelles. C'est très chic en cette saison-ci. Pour dix francs tu auras deux ou trois roses magnifiques. » Elle n'était point convaincue. « Non... il n'y a rien de plus humiliant que d'avoir l'air pauvre au milieu de femmes riches. » Mais son mari s'écria : « Que tu es bête! va trouver ton amie Mme Forestier et demande-lui de te prêter des bijoux. Tu es bien assez liée avec elle pour faire cela. » Elle poussa un cri de joie. « C'est vrai. Je n'y avais point pensé. » Le lendemain, elle se rendit chez son amie et lui conta sa détresse. Mme Forestier alla vers son armoire à glace, prit un large coffret, l'apporta, l'ouvrit, et dit à Mme Loisel : « Choisis, ma chère. » Elle vit d'abord des bracelets, puis un collier de perles, puis une croix vénitienne, or et pierreries, d'un admirable travail. Elle essayait les parures devant la glace, hésitait, ne pouvait se décider à les quitter à les rendre. Elle demandait toujours : « Tu n'as plus rien d'autre ? — Mais si. Cherche. Je ne sais pas ce qui peut te plaire. » Tout à coup elledécouvrit, dans une boîte de satin noir, une superbe rivière de diamants ; et son coeur se mit à battre d'un désir immodéré. Ses mains tremblaient en la prenant. Elle l'attacha autour de sa gorge, sur sa robe montante, et demeura en extase devant elle-même. Puis, elle demanda, hésitante, pleine d'angoisse : « Peux-tu me prêter cela, rien que cela ? — Mais oui, certainement. » Elle sauta au cou de son amie, l'embrassa avecemportement, puis s'enfuit avec son trésor. Le jour de la fête arriva. Mme Loisel eut un succès. Elle était plus jolie que toutes, élégante, gracieuse, souriante et folle de joie. Tous les hommes la regardaient, demandaient son nom, cherchaient à être présentés. Tous les attachés du cabinet voulaient valser avec elle. Le ministre la remarqua. Elle dansait avec ivresse, avec emportement, grisée par le plaisir ne pensant plus à rien, dans le triomphe de sa beauté, dans la gloire de son succès, dans une sorte de nuage de bonheur fait de tous ces hommages, de toutes ces admirations, de tous ces désirs éveillés, de cette victoire si complète et si douce au coeur des femmes. Elle partit vers quatre heures du matin. Son mari, depuis minuit, dormait dans un petit salon désert avec trois autres messieurs dont les femmes s'amusaient beaucoup. Il lui jeta sur les épaules les vêtements qu'il avait apportés pour la sortie, modestes vêtements de la vie ordinaire, dont la pauvreté jurait avec l'élégance de la toilette de bal. Elle le sentit et voulut s'enfuir pour ne pas être remarquée par les autres femmes qui s'enveloppaient de riches fourrures. Loisel la retenait : « Attends donc. Tu vas attraper froid dehors. Je vais appeler un fiacre.» Mais elle ne l'écoutait point et descendait rapidement l'escalier Lorsqu'ils furent dans la rue, ils ne trouvèrent pas de voiture ; et ils se mirent à chercher criant après les cochers qu'ils voyaient passer de loin. Ils descendaient vers la Seine, désespérés, grelottants. Enfin ils trouvèrent sur le quai un de ces vieux coupés noctambules qu'on ne voit dans Paris que la nuit venue, comme s'ils eussent été honteux de leur misère pendant le jour Il les ramena jusqu'à leur porte, rue des Martyrs, et ils remontèrent tristement chez eux. C'était fini, pour elle. Et il songeait, lui, qu'il lui faudrait être au ministère à dix heures. Elle ôta les vêtements dont elle s'était enveloppé les épaules, devant la glace, afin de se voir encore une fois dans sa gloire. Mais soudain elle poussa un cri. Elle n'avait plus sa rivière autour du cou ! Son mari, à moitié dévêtu déjà, demanda : « Qu'est-ce que tu as ? » Elle se tourna vers lui, affolée : « J'ai... j'ai... je n'ai plus la rivière de Mme Forestier » Il se dressa, éperdu : « Quoi !... comment !... Ce n'est pas possible ! » Et ils cherchèrent dans les plis de la robe, dans les plis du manteau, dans les poches, partout. Ils ne la trouvèrent point. Il demandait : « Tu es sûre que tu l'avais encore en quittant le bal ? — Oui, je l'ai touchée dans le vestibule du ministère. — Mais, si tu l'avais perdue dans la rue, nous l'aurions entendue tomber Elledoit être dans le fiacre. — Oui. C'est probable. As-tu pris le numéro ? — Non. Et toi, tu ne l'as pas regardé ? — Non. » Ils se contemplaient atterrés. Enfin Loisel se rhabilla.« Je vais, dit-il, refaire tout le trajet que nous avons fait à pied, pour voir si je ne la retrouverai pas. » Et il sortit. Elle demeura en toilette de soirée, sans force pour se coucher abattue sur une chaise, sans feu, sans pensée. Son mari rentra vers sept heures. Il n'avait rien trouvé. Il se rendit à la préfecture de Police, aux journaux, pour faire promettre une récompense, aux compagnies de petites voitures, partout enfin où un soupçon d'espoir le poussait. Elle attendit tout le jour dans le même état d'effarement devant cet affreux désastre. Loisel revint le soir avec la figure creusée, pâlie ; il n'avait rien découvert. « Il faut, dit-il, écrire à ton amie que tu as brisé la fermeture de sa rivière et que tu la fais réparer. Cela nous donnera le temps de nous retourner » Elle écrivit sous sa dictée. Au bout d'une semaine, ils avaient perdu toute espérance. Et Loisel, vieilli de cinq ans, déclara : « Il faut aviser à remplacer ce bijou. » Ils prirent, le lendemain, la boîte qui l'avait renfermé, et se rendirent chez le joaillier dont le nom se trouvait dedans. Il consulta ses livres. « Ce n'est pas moi, madame, qui ai vendu cette rivière ; j'ai dû seulement fournir l'écrin. » Alors ils allèrent de bijoutier en bijoutier cherchant une parure pareille à l'autre, consultant leurs souvenirs, malades tous deux de chagrin et d'angoisse. Ils trouvèrent, dans une boutique du Palais-Royal, un chapelet de diamants qui leur parut entièrement semblable à celui qu'ils cherchaient. Il valait quarante mille francs. On le leur laisserait à trente-six mille. Ils prièrent donc le joaillier de ne pas le vendre avant trois jours. Et ils firent condition qu'on le reprendrait pour trente-quatre mille francs, si le premier était retrouvé avant la fin de février Loisel possédait dix-huit mille francs que lui avait laissés son père. Il emprunterait le reste. Il emprunta, demandant mille francs à l'un, cinq cents à l'autre, cinq louis par-ci, trois louis par-là. Il fit des billets, prit des engagements ruineux, eut affaire aux usuriers, à toutes les races de prêteurs. Il compromit toute la fin de son existence, risqua sa signature sans savoir même s'il pourrait y faire honneur, et, épouvanté par les angoisses de l'avenir, par la noire misère qui allait s'abattre sur lui, par la perspective de toutes les privations physiques et de toutes les tortures morales, il alla chercher la rivière nouvelle, en déposant sur le comptoir du marchand trente-six mille francs. Quand Mme Loisel reporta la parure à Mme Forestier celle-ci lui dit, d'un air froissé : « Tu aurais dû me la rendre plus tôt, car je pouvais en avoir besoin. » Elle n'ouvrit pas l'écrin, ce que redoutait son amie. Si elle s'était aperçue de la substitution, qu'aurait-elle pensé ? qu'aurait-elle dit ? Ne l'aurait-elle pas prise pour une voleuse ? Mme Loisel connut la vie horrible des nécessiteux. Elle prit son parti, d'ailleurs, tout d'un coup, héroïquement. Il fallait payer cette dette effroyable. Elle payerait. On renvoya la bonne ; on changea de logement ; on loua sous les toits une mansarde. Elle connut les gros travaux du ménage, les odieuses besognes de la cuisine. Elle lava la vaisselle, usant ses ongles roses sur les poteries grasses et le fond des casseroles. Elle savonna le linge sale, les chemises et les torchons, qu'elle faisait sécher sur une corde; elle descendit à la rue, chaque matin, les ordures, et monta l'eau, s'arrêtant à chaque étage pour souffler. Et, vêtue comme une femme du peuple, elle alla chez le fruitier chez l'épicier chez le boucher, le panier au bras, marchandant, injuriée, défendant sou à sou son misérable argent. Il fallait chaque mois payer des billets, en renouveler d'autres, obtenir du temps. Le mari travaillait, le soin à mettre au net les comptes d'un commerçant, et la nuit, souvent, il faisait de la copie à cinq sous la page. Et cette vie dura dix ans. Au bout de dix ans, ils avaient tout restitué, tout, avec le taux de l'usure, et l'accumulation des intérêts superposés. Mme Loisel semblait vieille, maintenant. Elle était devenue la femme forte, et dure, et rude, des ménages pauvres. Mal peignée, avec les jupes de travers et les mains rouges, elle parlait haut, lavait à grande eau les planchers. Mais parfois, lorsque son mari était au bureau, elle s'asseyait auprès de la fenêtre, et elle songeait à cette soirée d'autrefois, à ce bal, où elle avait été si belle et si fêtée. Que serait-il arrivé si elle n'avait point perdu cette parure ? Qui sait ? qui sait ? Comme la vie est singulière, changeante ! Comme il faut peu de chose pour vous perdre ou vous sauver ! Or, un dimanche, comme elle était allée faire un tour aux Champs-Elysées pour se délasser des besognes de la semaine, elle aperçut tout à coup une femme qui promenait un enfant. C'était Mme Forestier toujours jeune, toujours belle, toujours séduisante. Mme Loisel se sentit émue. Allait-elle lui parler ? Oui, certes. Et maintenant qu'elle avait payé, elle lui dirait tout. Pourquoi pas ? Elle s'approcha. « Bonjour Jeanne. » L'autre ne la reconnaissait point, s'étonnant d'être appelée ainsi familièrement par cette bourgeoise. Elle balbutia : « Mais... madame !... Je ne sais... vous devez vous tromper — Non. Je suis Mathilde Loisel. » Son amie poussa un cri :« Oh !... ma pauvre Mathilde, comme tu es changée !... — Oui, j'ai eu des jours bien durs, depuis que je ne t'ai vue ; et bien desmisères... et cela à cause de toi !... — De moi... Comment ça ? — Tu te rappelles bien cette rivière de diamants que tu m'as prêtée pour allerà la fête du ministère. — Oui. Eh bien ? — Eh bien, je l'ai perdue. — Comment ! puisque tu me l'as rapportée. — Je t'en ai rapporté une autre toute pareille. Et voilà dix ans que nous lapayons. Tu comprends que ça n'a pas été aisé pour nous, qui n'avions rien... Enfin, c'est fini, et je suis rudement contente. » Mme Forestier s'était arrêtée. « Tu dis que tu as acheté une rivière de diamants pour remplacer la mienne ? — Oui. Tu ne t'en étais pas aperçue, hein ? Elles étaient bien pareilles. » Etelle souriait d'une joie orgueilleuse et naïve. Mme Forestier fort émue, lui prit les deux mains. « Oh ! ma pauvre Mathilde ! Mais la mienne était fausse. Elle valait au plus cinq cents francs !... » 



Guy de Maupassant, nascido Henry René AlbertGuy de Maupassant,  foi um escritor e poeta francês, que viveu de 1850 a 1893.
Suas temáticas envolvem, com frequência, situações psicológicas e critica social, utilizando a técnica naturalista, que é a radicalização do realismo. com predileção para situações psicológicas e de crítica social com técnica naturalista.Maupassant se notabilizou muito como contista, deixando cerca de 300 contos de grande valor literário.
Morreu em um manicômio, ainda novo, com 43 anos incompletos. 






Fontes: 

http://files.uz-translations.uz/
- Audiocite.net

Aznavour,pra sempre Aznavour!


Charles aznavour é um ator, compositor, interprete e diplomata franco armênio. Atualmente ele reside em Genebra, na Suíça, onde é embaixador da Armênia e representante permanente deste país junto a ONU.

  Seu nome verdadeiro é Chahnourh Varinag Aznavourian. Nascido em Paris, a 22 de maio de 1924, filho de imigrantes armênios, artistas,  na capital francesa.Aliás, seu pai era armênio descendente de georgianos.

Cresceu entre artistas em um pequeno restaurante aberto por seu pai na rua Huchette, em Paris e desde os nove anos de idade começa a se apresentar nos palcos. Em 1946 ele é descoberto pela célebre cantora francesa Edith Piaf e a acompanha em uma tournée por toda a França e aos EUA.Por um ano e meio acompanhou Piaf, fazendo o maior sucesso.Mas a grande "explosão" de sua carreira se daria em uma tournée no Marrocos, em Casablanca, no ano de 1956.Daí para o Olympia foi um pulo, se tornando célebre em todo o mundo e um dos maiores nomes da música francesa.Compôs mais de mil canções e, eclético que é,  canta em vários idiomas:francês, armênio, inglês, italiano, espanhol, alemão, russo e português.Também compõe nos idiomas citados.Eclético, ainda, na performance de sua voz, que é de tenor, mas que ele "estica' para barítono.

Ator de cinema, ao longo de sua carreira atuou em mais de  sessenta filmes.

Desde o terremoto de 1988, que assolou a Armênia, o cantor tem ajudado o país através de uma bela obra de caridade, a Fondation Aznavour Pour L'Arménie (Fundação Aznavour para a Armênia), que destina toda a sua milionária arrecadação à ajuda humanitária e assistência de desenvolvimento de infra estrutura daquele país, desde 1992. Em Yerevan, a capital da Armênia, existe uma praça em sua homenagem, a Praça Aznavour,


Nesta cidade, também, existe a "Casa Museu Charles Aznavour", inaugurada em 2011. O local serve, além de museu, de moradia do cantor quando de suas estadias na cidade.


O edifício possui 5 andares e uma vista explêndida para o Monte Ararat, com visão panorâmica de Yerevan.


É uma casa confortável,mas sem luxo, com uma sala de concertos, além do museu. Veja mais fotos a seguir:


Inauguração, com a presença do presidente da França,da Armênia e do cantor

 
 
 

 É o reconhecimento de um país por tudo o que este artista faz por ele. Merecido.

Agora, um pouco da música de Aznavour: navegando no Facebook, encontrei esta playlist, que compartilho com vocês. Espero que o leitor do blog passe momentos agradáveis ao som deste franco-armenio, um dos maiores cantores do mundo.

Charles Aznavour Music Playlist, Charles Aznavour Songs at uWall.tv a Wall of Music

Aznavour, com seus quase noventa anos, ainda está em sua plena forma artística, correndo o mundo com suas tournées musicais,  com sua tradicional elegância e seu habitual romantismo - um verdadeiro espetáculo.Confira a seguir, suas apresentações em diversas cidades mundo afora:



Deixo vocês com um pouco mais do Aznavour, através dos vídeos do youtube:



Cantando em russo a canção "Vetchnaya liubov' ("Une vie d'amour", em francês)

Referências:
http://www.charlesaznavour-lesite.fr/
www.youtube.com
http://www.monsieur-biographie.com/celebrite/biographie/charles_aznavour-1503.php
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